Formação continuada para professores

A sociedade contemporânea é caracterizada por mudanças continuas e significativas. Na área de Ciências, em especial, o diálogo entre o desenvolvimento do conhecimento básico e suas aplicações tecnológicas tem sido muito intenso. Tais mudanças precisam ser acompanhadas e, se possível, antecipadas pela Educação. No âmbito do ensino, é uma tendência mundial trazer os novos conhecimentos científicos para dentro da sala de aula, por meio da prática educacional. Isto torna importante a formação continuada de professores.

Esse tema tem sido amplamente discutido por pesquisadores das universidades, especialmente na área de Ciências, que enfatizam a insuficiência da formação inicial para o longo processo de desenvolvimento do professor durante a sua prática profissional.

Nossa experiência com questões relativas à inserção de temas de física moderna na escola, formação de professores e epistemologia pode ajudar na prática em sala de aula. Atualmente, pelo menos três saberes são considerados fundamentais para dar ao professor segurança em sua prática: os saberes conceituais, relacionados ao conteúdo específico da disciplina, os saberes integradores, relativos a metodologias de ensino e os saberes pedagógicos, que permitem ao professor adequar o seu ensino, de maneira consciente, à aprendizagem dos alunos.

A formação continuada é dirigida tanto para os professores de ciências, do ensino fundamental, quanto para os de física, química e biologia, do ensino médio. Dependendo da necessidade da escola, ela pode ser feita através de encontros semanais ou quinzenais, onde haveriam discussões e reflexões sobre: (i) teorias de ensino, (ii) teorias de aprendizagem e cognição e (iii) metodologias e estratégias para o ensino das ciências, cujos tópicos estão detalhados aqui.

Como os professores do ensino médio tratam os conteúdos específicos em maior profundidade, a formação continuada para eles representa um desafio maior, principalmente no que diz respeito à inserção de tópicos de física moderna e contemporânea na sala de aula. Como exemplos, podemos citar: teoria da relatividade, física de partículas, física quântica, física nuclear, fenômenos gravitacionais no macro-cosmo, complementos de eletromagnetismo, e outros. Neste caso, algumas dentre as seguintes atividades poderiam ser organizadas: reuniões de discussão com professores, seminários, mini-cursos e eventuais encontros com pesquisadores das universidades

Em relação à interdisciplinaridade, discutiríamos a metodologia STEM (Science, Technology, Engineering and Mathematics), que no contexto educacional, visa aliar essas disciplinas a um modelo de ensino que prepare os estudantes para o mercado de trabalho e para as competências do século 21.